Também escrevi em meu tempo cartas de amor, As cartas de amor, se há amor, Mas, afinal, Quem me dera no tempo em que escrevia A verdade é que hoje (Todas as palavras esdrúxulas, Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Como as outras,
Ridículas.
Têm de ser
Ridículas.
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
120 anos de Fernando Pessoa
Posted by Gerson Rodrigues on Segunda-feira, Dezembro 01, 2008. - No comments



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