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OLD

Old. Assim ele é conhecido por grande parte da galera. O nome completo é Oldison de Moura Klock. 18 anos. Natural de Santa Rosa. Músico. Compositor. Escritor. Você já deve ter observado aquele rapaz delgado, alto, cabelos compridos, tímido bigode, cantando com seu violão nas calçadas da Avenida Rio Branco. Ele conversou com o editor e expôs suas ideias, seus gostos, suas opiniões. Confira!

Estuda?

– Sim. Concluí o ensino médio e agora cursando o curso técnico em informativa, na Fema.

Como foi o aprendizado do violão?

OLD: Aí tem muito haver com meu irmão mais velho, e aquele negócio de querer ser como ele. Isso foi em meados de 2009, ele fazia curso de violão, e comecei a me interessar. Então, quando ele ia para a aula de manhã, eu pegava o violão, e fui num ritmo autodidata que sigo até hoje.

E cantar?

OLD: Foi praticamente no mesmo tempo, porém eu só fui me empenhar mais, por volta de 2010 quando conheci uma amiga que me incentivou, e até hoje me incentiva.

Qual o estilo que vc mais gosta?

OLD: De raiz, sou muito do Rock Clássico, mas hoje em dia, tenho ouvido mais o Folk. Mas se fosse juntar tudo, acho que o estilo que mais gosto é um Folk-Rock-Bossa Nova, algo assim.

Além de Santa Rosa, onde mais moraste?

OLD: Na época em que meu pai trabalhava na RBS, nos mudamos algumas vezes para Horizontina e Três de Maio.

Cantar. Tocar. É coisa séria? Ou, curtição?

OLD: É coisa séria, com toda a certeza!  A música é que dita o ritmo, vezenquando um tango, vezenquando roda punk, e ao mesmo tempo é minha utopia. Até o fim, estarei indo atrás deste meu horizonte.

Além da música, o que mais você gosta?

OLD: Escrever, ler, meditar, pedalar, basicamente.

E o mundo? Como você o interpreta?

OLD: O mundo é magnífico de ponta a ponta. É exageradamente explorado pelo homem. É transcendental. Eu vejo o mundo de uma forma peculiar aos padrões. O mundo sob definição que adotei há uns anos, é um pálido ponto azul. É um cenário minúsculo numa infinita arena cósmica.

E as pessoas?

OLD: Todos iguais, mas nos achamos diferentes. As pessoas usurpam de suas vidas e da vida dos outros, tentando ser algo que só ela possa ser, mas ao mesmo tempo, em outro lugar, alguém faz as mesmas escolhas, pensa da mesma forma, tem as mesmas opiniões e também se acha única. Por isso as pessoas não sabem lidar entre si de forma pacífica. Quando alguém fala uma verdade, uma verdade que te tire do pedestal, você não aceita. Não aceita, por que sabe que isso vai mudar todo o teu mundo, e não quer sair da sua zona de conforto. Por isso ainda somos iguais, porque os limites da nossa mente, impostas por nós mesmos, nos impede de seguir em frente. Enquanto o homem se prender ao pensamento que sem o avião não voaremos, ou que sem as armas não se faz paz, ou que guerra tem de vir com mortes, e tantos outros “ous”, nunca chegaremos ao ponto X. Parece impossível, mas há pouco mais de 100 anos atrás, voar também era impossível. E há menos de 100 anos atrás, chegar na órbita da terra também era impossível.

Uma música?

OLD: Sem dúvidas que a música que mais me representa é Minha Casa – Francisco, El Hombre.

Artistas que te influenciaram?

OLD: Érico Junqueira (Valentin) e Teco Martins (Sala Espacial) são os caras em que eu mais me espelho, porque a mensagem que essas caras passam em suas músicas é algo incrível e na forma de vida que levam, mas especialmente, na forma de levar sua música para as pessoas. Muito me ajudaram e ajudam até hoje, entre conversas e músicas.

Faculdade? Qual?

OLD: Difícil pergunta, talvez Filosofia.

 

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