SANTA ROSA – Durante dois dias desta semana que passou – quarta e quinta -, o Centro Cívico recepcionou pesquisadores, professores, acadêmicos e militantes ecológicos que participaram de debates e painéis que ocorreram na 3ª edição da Jornada Internacional: Água, Desenvolvimento e Sustentabilidade.

Não obstante a notada ausência de representantes dos municípios da região em tema de fundamental importância na gestão administrativa, a Jornada cumpriu seu papel de fomentar a discussão e disseminar estudos sobre o uso racional, preservação e legislação vigente.

Temas importantes como o Sistema Estadual de Recursos Hídricos e o Tratado Brasil-Argentina com participação de autoridades brasileiras e argentinas no primeiro dia, deixaram uma certeza: que o Rio Uruguai não é marco delimitador, mas sim um meio integrador entre os países.

O município de Três Passos, através do Secretário do Meio Ambiente Diego Maciel, compartilhou a sua experiência na implantação e desenvolvimento do plano municipal de saneamento. O Secretário Marcos Scherer, do Desenvolvimento Sustentável de Santa Rosa, apresentou o plano local de saneamento. Ambos contextualizados no painel que abrangia o Plano Estadual de Saneamento.

O segundo dia da Jornada discutiu a questão das águas subterrâneas através de painel apresentado pelo geógrafo José Luiz Flores Machado, do Serviço Geológico do Brasil, ligado à Companhia de Pesquisas e Recursos Minerais, do Ministério de Minas e Energia. A titular da Promotoria de Justiça Especializada Dra. Ana Paula Mantay contribuiu no tema concernente à legislação dos poços artesianos.

Na sequência, quinta à tarde, ocorreram oficinas sobre águas urbanas, preservação do solo, sistema de outorgas e uso da água subterrânea na Bacia Hidrográfica dos rios Turvo, Santa Rosa e Santo Cristo.

Adilson João Steffen, presidente do Comitê Turvo, avaliou como positivo o espaço de debate promovido pela Jornada. “Foi uma potencial integração das diversas regiões, inclusive, entre países, para que em conjunto a gente resolva nossos problemas de abastecimento de água, de saneamento básico, de qualidade de água e uma sustentabilidade socioeconômica melhor para nós” – concluiu.

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