Contingenciamento do orçamento, repasse de recursos e a atual situação das instituições de ensino públicas foram temas norteadores do Seminário “Educação no Desenvolvimento Regional”, realizado na sexta-feira (22), no auditório do IFFar – Campus Santa Rosa.


 

SANTA ROSA – O Seminário, de iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado, refletiu o momento crítico enfrentado pelas instituições de ensino federais, frente à política do governo de corte das “despesas com educação”.

A pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional do IFFar, Nídia Heringer, e o vice-reitor da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Antônio Andrioli, palestrantes do seminário, elencaram os benefícios trazidos pelas respectivas instituições de ensino na região em menos de uma década de funcionamento. A professora Nídia Heringer alertou para a proposta do governo em apontar a crise para a educação, saúde e o serviço público, e não para a crise política, ética, moral e econômica vigente.

O desafio posto pelos palestrantes é conscientizar a comunidade de que a educação não é um mérito, mas um direito do cidadão.É possível termos a melhor educação, com alunos que mais precisam”, disse o professor Antônio Andrioli, ressaltando o perfil dos egressos dessas instituições, segundo o qual, a maioria possui renda familiar de até um salário mínimo e meio.

Também se manifestaram no evento, a diretora-geral do Campus Santa Rosa, Renata Rotta; o deputado federal, Elvino José Bohn Gass; os deputados estaduais,  Jeferson Fernandes e Nelsinho Metalúrgico; o prefeito de Santa Rosa, Alcides Vicini; o presidente da Câmara de Vereadores de Santa Rosa, Paulinho dos Santos; o acadêmico Mateus Markiewicz Moureira, representando as entidades estudantis; o técnico-administrativo do IFFar – CampusSanta Rosa, Maiquel Hetsper Lima, representando o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica; e a presidente do COREDE Fronteira Noroeste, Vanice de Mattos.

Além dos alunos do instituto, participaram do seminário, representantes de sindicatos dos municípios da região, líderes estudantis, vereadores e secretários da educação. “Esse debate é urgente”, afirmou a diretora Renata Rotta, “ou ficaremos marginais ao processo de decisões que está levando a educação pública de qualidade ao caminho da privatização ou do sucateamento”.

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