Trabalhadores da Lactalis estão em greve há três dias.

 

Trabalhadores e empresa divergem nos índices de reposição salarial na data-base da categoria

 

TRÊS DE MAIO/SANTA ROSA – Os trabalhadores das duas fábricas da indústria francesa de lácteos Lactalis, com unidades em Três de Maio e Santa Rosa, estão paradas em função da greve de seus funcionários.

A greve iniciou no último domingo, dia 22, a partir das 20 horas, quando sindicalistas se instalaram nas portas de fábricas e iniciaram o processo de convencimento dos trabalhadores para aderirem à greve.

No último dia 16, o sindicato realizou assembleia da categoria em frente à indústria, em Três de Maio, e obteve apoio de 90% dos trabalhadores quando então decretou estado de greve. A empresa foi comunicada que decorridas 48 horas, os trabalhadores entrariam em greve. Foi o que ocorreu.

É greve é parcial, diz o presidente do Sindicato, Rafael Oliveira, mas a maioria está parada.

 

O sindicato pede a inflação do período, 1,73% mais 3% de aumento real. A Lactalis ofereceu 1,38% de reposição, quando a inflação no período é de 1,73%. Sem nada de aumento real.

Sem acertos nas negociações, as partes romperam o diálogo.

As vias de acesso às fábricas foram bloqueadas pelos sindicalistas, mas a empresa conseguiu liminar – Interdito Proibitório -, que proíbe o bloqueio sob pena de multas.

Rafael de Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentos, com base em Santa Rosa e abrangência regional, assegura que a greve é por tempo indeterminado ou até quando a empresa resolver negociar. Segundo ele, a adesão é parcial, “mas grande parte da categoria está parada”.

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