por Paulo Schmidt (*)

A categoria bancária é uma das poucas que possui uma Convenção Coletiva onde estão abarcados os direitos sociais e salariais, tanto de empregados de bancos privados, quanto de bancos públicos. Este fato, exige que por ocasião das negociações, se instale uma mesa única, com todos os representantes patronais e sindicais, e ao final, se decida o reajuste, a PLR, auxílios e outros direitos conquistados ou mantidos, a cada ano.

A Convenção Coletiva da Categoria bancária representa, pelo menos, 65% dos direitos desses trabalhadores. Quer dizer, é muito mais importante do que a própria CLT. Por isso, nesse novo cenário conjuntural, com a Reforma Trabalhista em vigor, onde se permite negociar abaixo do que prevê a Legislação, será muito importante, mantermos essa condição de unidade, e, principalmente, de participação nas atividades propostas pelo Movimento Sindical.

Outro aspecto da Reforma Trabalhista que muito preocupa é o fim da ultratividade da Convenção Coletiva, ou seja, ela tem prazo para durar (31/08/2018). Depois desse prazo, caso não haja uma Nova Convenção acordada, os direitos ali conhecidos perdem sua eficácia. Deixam de existir. Por isso, a Campanha Salarial deve ter início, bem antes do que habitualmente estamos acostumados. As Conferências Estaduais e Nacional que indicam a apresentação da Minuta Reividicatória deverão ser instaladas logo após o Congresso da Confederação que apontará os caminhos a serem trilhados.

Uma coisa é certa: “SE QUISERMOS EXISTIR COMO CATEGORIA, A SAÍDA É COLETIVA”.

(*) Presidente do Sindicato dos Bancários de Santa Rosa e Região.

(editorial originalmente publicado no Informativo Semanal distribuído entre os bancários)

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