Créditos: Gerson Rodrigues / Afinal Press

 

SANTA ROSA – Trabalhadores da AGCO reunidos em assembleia no final da tarde desta segunda-feira (07), na sede campestre do Sindicato dos Metalúrgicos, recusaram proposta de implantação do Banco de Horas.

Desde 2015 a empresa tenta implantar o sistema de horas que é um acordo de compensação em que as horas excedentes trabalhadas em um dia são compensadas com a correspondente diminuição da jornada em outro dia. Sua validade está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no parágrafo 2º do artigo 59.

A CLT prevê que a validade do Banco de Horas está condicionada a sua instituição mediante Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho, vale dizer, mediante a participação do Sindicato da categoria.

O salão da sede campestre do sindicato ficou lotado com cerca de 300 trabalhadores que ouviram atentamente a leitura da proposta. Estiveram presentes, além de diretores do sindicato, lideranças de sindicatos parceiros, representante da Federação dos Metalúrgicos e presidentes dos sindicatos de Horizontina e Canoas.

João Roque, presidente do sindicato local, coordenou a mesa e abriu espaço para depoimentos dos sindicalistas convidados e, na sequência, encaminhou a votação.

Quatro urnas localizadas no amplo salão receberam os votos dos presentes que deveriam escolher em uma cédula se aceitam ou não a proposta da empresa.

Decorrida a votação, as atenções voltaram-se para a contagem dos votos. Conforme rege a convenção coletiva, é necessária a aprovação de dois terços dos presentes, o que não ocorreu e a proposta foi recusada pelo conjunto de trabalhadores. Pouco mais de 50% dos votos foram favoráveis, não obtendo o índice convencionado e, portanto, reprovada.

“A AGCO concedeu duas férias coletivas no primeiro semestre deste ano, demitiu trabalhadores e ainda propõe uma compensação de jornada de trabalho, o famigerado Banco de Horas, com a justificativa de queda na produção” – argumentou João Roque ao final da assembleia.

“Para preservarmos os demais postos de trabalho precisamos que aja sacrifício de todos os trabalhadores para que não ocorram novas demissões” – finalizou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos.

Créditos: Gerson Rodrigues / Afinal Press

 

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