Mobilização, que pede a volta da contribuição sindical obrigatória, está programada para o dia 10 de agosto
Sindicalistas anunciaram para o dia 10 de agosto um “Dia do Basta”, de mobilização contra a reforma trabalhista, a lei que mudou mais de cem regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e acabou com a contribuição sindical obrigatória.

A nova lei, que entrou em vigor no dia 11 de novembro do ano passado, atingiu em cheio as centrais, que ficaram sem suas receitas. A perda de arrecadação com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical é estimada em cerca de 80%. Eles apontam, no entanto, prejuízos ao trabalhador para justificar sua luta.

“Já se fazem sentir efeitos dessa reforma na vida das pessoas, mulheres, jovens, idosos. E foi muito mais rápido do que imaginávamos sentir os impactos negativos dessa barbárie”, afirmou Edson Carneiro, o Índio, secretário-geral da Intersindical.

Ele apontou como efeitos da legislação, que flexibilizou normas e permitiu a prevalência do negociado sobre a própria lei, a explosão do desemprego e a migração de postos formais de trabalho, “que foram transformados em bico”.

Paulo Vinícius da Silva, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), criticou a reforma por retirar o poder da Justiça do Trabalho para fazer análise do conteúdo das negociações entre trabalhadores e patrões.

“O que temos são acordos feitos à base do chicote, com o patrão ameaçando o empregado para que ele aceite suas condições”, afirmou.

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da reforma e contra a volta da contribuição sindical.

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