do jornal do Comércio | Caroline da Silva, Caroline da Silva, de Gramado

GRAMADO – Novamente, problemas atuais da nossa sociedade pautaram os destaques do Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas. Foi com os ganhadores entre as produções regionais que se encerrou o primeiro fim de semana do 46º Festival de Cinema de Gramado. No domingo (19) à noite, no palco do Palácio dos Festivais, a cerimônia contou com o som da banda Ale Ravanello Blues Combo. Com os troféus de melhor filme e melhor roteiro, Um corpo feminino, de Thais Fernandes, saiu vencedor.

Gênero, feminismo, migração, população sem teto: os títulos premiados deixaram reflexões acerca desses temas. Um corpo feminino faz parte de um projeto transmídia, propõe um jogo aparentemente simples onde pergunta para mulheres de diversas gerações definições sobre mulher, suas características emocionais e físicas. Além de Gramado, o filme já passou pelos festivais IV Cine Jardim – Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim e 20º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.

No entanto, foi a produção Sem abrigo, de Leonardo Remor, que levou mais troféus: melhor montagem, melhor fotografia, melhor atriz para Rejane Arruda e prêmio da crítica ACCIRS. Com quatro láureas, o curta mostra a luta de uma andarilha nas ruas para sobreviver ao frio do inverno em Porto Alegre. De Pelotas, a animação artesanal iniciada em 2014 A formidável fabriqueta de sonhos Menina Betina recebeu Menção Honrosa “pela universalidade e comunicabilidade do tema e a delicadeza de sua realização”.

Dos 20 títulos concorrentes, oito saíram com alguma distinção. Henrique Lahude, auxiliado pelo músico haitiano Alix Georges, foi eleito o melhor diretor por Fè Mye Talé, sobre os ecos da diáspora haitiana em solo gaúcho. Exemplar do feminismo no gênero fantástico, Mulher Ltda, de Taísa Ennes, foi reconhecido em direção de arte e produção executiva. Os veteranos Sirmar Antunes e Clemente Viscaíno dividiram o prêmio de melhor ator, por Grito – roteiro escrito por Luiz Alberto Cassol especialmente para eles, apresentando uma penosa despedida. Nos agradecimentos ao diretor, manifestaram-se sobre a amizade antiga e brincaram sobre a veracidade do beijo que protagonizaram.

Somando as 12 categorias, foram distribuídos R$ 48 mil em dinheiro aos vencedores. O melhor filme recebeu ainda um crédito de R$ 10 mil para utilizar em locação de equipamentos da Naymar.

Prêmio Assembleia Legislativa – Mostra Gaúcha de Curtas

Melhor Produção / Produção Executiva – Rafael Duarte e Taísa Ennes, por Mulher Ltda Melhor

Edição de Som – Guilherme Cassio, por Abismo

Melhor Música – Jonts Ferreira, por Nós Montanha Melhor

Direção de Arte – Taísa Ennes, por Mulher Ltda

Melhor Montagem – Germano de Oliveira, por Sem abrigo

Melhor Fotografia – Marco Antônio Nunes, por Sem abrigo

Melhor Roteiro – Thaís Fernandes, por Um corpo feminino

Melhor Atriz – Rejane Arruda, de Sem abrigo

Melhor Ator – Sirmar Antunes e Clemente Viscaíno, por Grito

Melhor Curta Gaúcho Júri da Crítica – Sem abrigo, de Leonardo Remor

Menção Honrosa – A Formidável Fabriqueta de Sonhos Menina Betina

Melhor Direção – Henrique Lahude, por Fè Mye Talé

Melhor Filme – Um corpo feminino, de Thais Fernandes

Prêmio Assembleia Legislativa entregou 12 troféus na noite de domingo em Gramado FABIO WINTER/PRESSPHOTO/JC

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