Nas divisões do ranking feitas pelo US News, o único segmento em que o Brasil encabeça uma lista é o de melhor lugar para se visitar, seguido por Itália, Espanha, Grécia e Tailândia (Célia Froufe, enviada especial a Davos)

O Brasil não só precisa de recursos estrangeiros, mas enfrenta também outro problema: necessita mostrar que é confiável para recebê-los. O País ficou no último lugar da lista de melhores nações para se investir, de acordo com o ranking anual do conglomerado americano de comunicações US News. O país, que é maior economia da América Latina, ocupou a 26ª colocação nesse segmento. No ranking geral, que avalia os melhores países para se viver, estão elencados 80 países. Encabeçaram o rol Uruguai, Arábia Saudita, Costa Rica, Luxemburgo, Índia e Polônia.

Investimento
Brasil ficou no último lugar da lista de melhores nações para se investir, de acordo com o ranking anual do conglomerado americano de comunicações US News. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Assim como em outros anos, a divulgação do levantamento ocorre sempre durante o Fórum Econômico Mundial de Davos. Na terça, 22, em discurso em posição de destaque durante o evento que reúne a elite financeira do globo, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, prometeu que o País estará em três anos entre os 50 melhores lugares do mundo para se fazer negócio. O objetivo é angariar mais investimentos para o Brasil.

O ranking sobre investimentos do US News é apenas um dos recortes de uma pesquisa mais ampla, que considera uma série de indicadores para apontar o melhor país para se viver. Nessa lista mais geral, o Brasil conseguiu subir uma posição, voltando para a 28ª colocação que havia ocupado no levantamento divulgado em 2017. Em 2018, o Brasil perdeu uma posição para a Grécia, que agora figura no 30º lugar.

A perda brasileira no ranking no ano passado foi atribuída à recessão pela qual o País passou. A Rússia, que também passou por um forte período de contração econômica há alguns anos e agora também passa por um processo de retomada da atividade, havia avançado duas posições na edição anterior (para 26ª colocação) e ocupa agora o 24º lugar. Entre os BRICS, somente a África do Sul está atrás do Brasil, em 37ª posição – a China está em 16º e a Índia, em 27º. Apesar de não ostentar uma grande colocação, o Brasil continua como o mais bem posicionado da América do Sul no rol. Bem atrás estão Peru (46ª), Argentina (48ª), Chile (53ª), Uruguai (60ª) e Colômbia (66ª).

Mais uma vez, a liderança do ranking ficou com a Suíça, mas o Japão desbancou o Canadá na vice-liderança da pesquisa de 2019. O país asiático deu um salto, já que estava apenas em quinto lugar na edição do ano passado. Já o país norte-americano ficou com a terceira colocação, seguido por Alemanha, Reino Unido, Suécia, Austrália e Estados Unidos. Na lanterna do levantamento, ficou o Iraque, no 80º lugar, que um ano antes era ocupada pela Argélia. Uma posição antes figura o Irã e, ainda antes, Angola.

Nas divisões do ranking feitas pelo US News, o único segmento em que o Brasil encabeça uma lista é o de melhor lugar para se visitar, seguido por Itália, Espanha, Grécia e Tailândia. (Fonte: Estadão)

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