Clairto Martin

 

SANTA ROSA (RS) – O jornalista e escritor Clairto Martin, ex-presidente da Associação de Escritores de Santa Rosa e sócio da Editora Café Pequeno, ressalta que apenas nos últimos cinco anos mais de 80 títulos – da editora e de autores independentes – foram publicados por pessoas que vivem no município. “É, sem dúvida, uma produção muito significativa, e de qualidade, pois nomes como Maria Inez, o professor Roque, Paulo Madeira, Aquiles Giovelli ou Gilberto Kieling dispensam maiores apresentações”, argumenta.

Somente a Editora Café Pequeno publicou 30 livros de autores locais nos últimos dois anos, média superior a uma obra por mês. Em 2018 – ano atípico – foram lançados 11 títulos novos. “Porém, alguns são coletâneas que envolvem mais escritores, como o livro gerado em parceria com a Fenasoja (Musicontos – Dó Maior), de modo que envolvemos duas dezenas de autores. Estes volumes colocaram no mercado 6.500 exemplares. Ao todo, as obras que nós assinamos já puseram em circulação regional mais de 30 mil exemplares. É um número bastante elevado, mas que pode ser melhorado a partir de parcerias com as escolas mediante a adoção de escritores”, explica Clairto Martin.

Para este ano, a Editora Café Pequeno já trabalha com perspectiva de lançar mais de 15 obras, novamente trazendo várias surpresas em termos de produções e novos nomes. “Já estamos trabalhando para autores tradicionais como Aquiles Giovelli, Paulo Madeira e Roque Weschenfelder, mas também iniciamos a elaboração de vários livros de escritores desconhecidos do público que, todavia, apresentarão conteúdos muito ricos. A comunidade terá agradáveis surpresas”, garante o editor que ressalta o foco na literatura local e regional.

Além desses conteúdos de autores locais, a Editora Café Pequeno também tem se destacado por desenvolver projetos em parcerias com prefeituras e escolas, a exemplo das atividades com adolescentes e jovens em Boa Vista do Buricá, Alecrim, Escola Polivalente, CEU das Artes, São Martinho, São José do Inhacorá e Santa Rosa. Em todos estes trabalhos, de longa duração, pois são oficinas literárias, são gerados livros impressos. “A nossa literatura está indo longe, vencendo prêmios e conquistando espaços. Hoje, o município é um celeiro de escritores dentro do Estado”, finaliza Clairto Martin.

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